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sexta-feira, 14 de junho de 2013

Mensagem - Anjo do Sagrado Feminino - "A Dádiva"

 

“E então,  olhávamos no horizonte e as águas se aproximavam turbulentas e implacáveis. Todos estavam tristes, mas prosseguíamos para a nova terra. Em poucos minutos as águas alcançaram o continente e tudo o que era belo e caro para nós, desapareceu em meio às águas que varriam os edifícios, as alamedas, os templos e as áreas de contemplação, e em poucas horas, quando tudo se acalmou, nada mais podia ser visto sobre a superfície.”

Muitos milênios se passaram até que estas lembranças puderam ser revividas. Dos momentos vividos antes deste cataclismo, pouquíssimas coisas pudemos vislumbrar.  Somente que era uma idade de ouro que foi esquecida, e sufocada pelos erros de alguns irmãos que ao chegarem em nosso meio, deixaram-se seduzir pelas ilusões que cercavam aqueles dias...

Naqueles tempos, não se falava em igualdade porque o conceito contrário não existia. Todos eram conscientes de sua divindade filial e tanto homem, como mulher, conheciam a sua importância na evolução da raça. Não existia o dominador e o submisso. Existia o reconhecimento da experiência e da sabedoria que podia aflorar em um ou outro, o que era sempre considerado como uma dádiva, já que o conhecimento de um, podia ampliar e elevar a experiência do outro.

A competição entre os sexos era algo impensável. Homem e Mulher existem porque se completam e o equilíbrio que advém  do reconhecimento de um para outro como seres Divinos, com suas qualidades e características latentes que os definem como tal, é uma das chaves que estão sendo despertadas neste novo ciclo desta nova Era dourada que já começou.

Outrora, outros milênios depois, a balança foi completamente desequilibrada e uma distância entre os sexos surgiu no seio de grupos de pessoas sem escrúpulos e gananciosas que detinham um pouco de conhecimento e não tinham interesse em equilibrar as energias no planeta, mas ao contrário, seduzidos pelo poder ilusório da matéria deturparam as leis divinas e as palavras daqueles sábios mestres que no passado haviam plantado tão sublime legado as humanidades...

Inseridos em cultos deflagraram verdadeira guerra covarde sobre o conhecimento, legando um conceito errôneo de que homem e mulher representavam um braço forte, e o outro, frágil... E pela força, e o livre arbítrio daqueles que duvidaram e esqueceram-se dos ensinamentos nobres, desequilibraram a balança.

Ah... se pudésseis vós, olhar  nos espelhos registrados do passado e ver a maestria com que alguns mestres teciam do éter as mais lindas vestes para suas amadas e com que destreza e coragem as “filhas de Tír” cavalgavam sobre os campos guardando os portões das cidades contra as feras daqueles tempos,  jamais acreditariam, como puderam os homens tolher essas verdades em prol de seus interesses...

Foram milênios de sofrimento, onde muito sobre estas histórias todos conhecem...
Até hoje em alguns lugares, nada mudou... por enquanto.

É chegado o momento do despertar das deusas, das divindades adormecidas nos corações e mentes de todas as filhas da Terra. É chegado o momento do equilíbrio, da renovação das águas e da paz. Da paz entre os homens e as mulheres, entre os homens e os homens, e das mulheres entre as mulheres.
É chegado o momento do fluir da canção da aurora em suas notas mais sutis e harmônicas, como já foi um dia, e como o será novamente, agora.

Filhas de Tír,  princesas da Lua e filhas do Sol, no templo sagrado de vossos corações encontra-se a verdade enclausurada, um tesouro há muito esquecido cujo momento de vir à luz é agora. Olhai para dentro deste tesouro e proclamai ao mundo a sua divindade e permitis que as ondas de amor, verdade e discernimento contagiem os homens sobre toda a Terra, para que juntos, mais uma vez, cumpra-se o plano de Deus Pai e Mãe sobre todos os reinos deste mundo. Escutai o chamado...

A dádiva, é a luz da compaixão que podeis derramar de um modo que nenhum homem pode fazê-lo neste momento, porque é uma herança vossa, que a eles deveis ensinar, para que juntos então, transformem os resquícios que ainda restam do desequilíbrio criado no passado, e que já se encontra em transformação, em um momentum de união sagrada de um ser de luz, para outro ser de luz, onde não existe homem ou mulher, forte ou fraco, somente amor e luz.

Deixo-vos com estas poucas palavras para que possam refletir, e possam buscar o sagrado dentro de vós da forma que só vós sabeis como fazer. Nenhuma instrução a mais para encontrar este tesouro é necessária. Ela já está em vocês. Há milênios.

Eu sou, um Anjo, do sagrado feminino.
by Anderson Stoffelshaus
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